dom., 27 de mai. | Brasília

(Inter)Nacionalismos (Sessão 2)

Recital de flauta e violão com Diana Mota e Alvaro Henrique.
A inscrição está fechada

Horário e local

27 de mai. de 2018 19:00 – 20:00
Brasília, CLN 116 bloco A lojas 62/70/74 (19,72 km) 70773-510 Brasília

Sobre o evento

Boa parte da música do Classicismo e do Barroco possui um estilo que não pode ser facilmente classificado como de um único país; os estilos e formas eram disseminados internacionalmente. No século XIX, porém, os músicos começaram a se identificar pela sua nacionalidade, bem como os estilos ou gêneros em que trabalhavam. A escola nacionalista tem como expoente uma figura de projeção universal: Villa-Lobos, que surgiu na Semana de Arte Moderna como representante das novas tendências musicais: adoção das técnicas de vanguarda importadas da Europa e valorização do tema brasileiro. Villa-Lobos foi o primeiro grande artista brasileiro cuja obra assumiu características verdadeiramente nacionais. As raízes negras têm presença marcante em muitas de suas peças. Emprestou, magistralmente, envergadura sinfônica aos choros recolhidos nos ambientes populares do Rio de Janeiro e utilizou, nas Bachianas brasileiras, o estilo próprio de Johann Sebastian Bach dentro de uma temática nacional. Astor Pantaleón Piazzolla é um dos músicos mais consagrados da Argentina e da América Latina. Compositor, arranjador e intérprete (bandoneon), foi um grande renovador da música do seu país, sobretudo com suas estilizações do tango. Suas criações e interpretações inovadoras fizeram-no respeitado no campo da música popular,

do jazz e da música sinfônica, estilos nos quais criou, tendo atuado ao lado de músicos e orquestras de grande prestígio internacional Sua sensibilidade, porém, estava calcada em algumas das essências dos sentimentos humanos: dor, solidão, lirismo etc., transpostos para as suas músicas, que alcançaram amplo reconhecimento, extrapolando fronteiras. Enrique Granados pertenceu a um grupo de compositores interessados em criar uma forma de música peculiarmente espanhola depurando a essência da música popular nativa, foi criador de uma escola espanhola moderna. Graças a ele, a música espanhola atinge pontos altos, projetando-se no cenário internacional ao lado de obras-primas nacionalistas. Esse projeto, portanto, visa esta integração musical (inter)nacionalista e dar visibilidade à obra de Heitor Villa-Lobos, Enrique Granados, J.S.Bach e Astor Piazzolla, com músicas originais e adaptadas para a formação instrumental de Flauta transversal e Violão, oferecendo concertos que se tornará referência para o público em geral e para os estudiosos e profissionais da música frequentadores dos espaços culturais do CCBB. O Duo de flauta transversal e violão busca um aperfeiçoamento permanente e o firme propósito de democratizar o acesso a bens culturais, em especial à música de concerto.

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